Há tempos tenho notado sua preocupação com as questões ambientais, o que me fez aproximar de sua trajetória e suas ações. Também venho dando alguns palpites por meios eletrônicos desde o fatídico incêndio no Parque Estadual do Pico Paraná, onde fui prontamente atendido pela sua assessoria, e suas ações resultaram em melhorias para aquela empreitada.
Sou Geógrafo, professor, montanhista, marido, pai e apaixonado pelo Paraná.
Há mais de ano venho notando que muitas pessoas querem uma maior atenção a uma pequena porção do Estado do Paraná, o Pico Agudo. Este é a maior referência do montanhismo no interior do Estado. Bem ali, onde o rio Tibagi “passa” do segundo para o terceiro planalto paranaense.
Gostaria que o senhor “desse uma olhada” ou “pensasse” na possibilidade de se criar um Parque Estadual, o PARQUE ESTADUAL DO PICO AGUDO em Sapopema, norte pioneiro. A área em questão, pertence à Fazenda / RPPN In-Nhô-O, com uso da terra comum à região, reflorestamentos, pecuária de baixa produtividade e varas.
Esta fazenda teve grandes áreas desapropriadas para a reforma agrária. Pouco sei sobre a questão fundiária, a não ser que tem uma placa de RPPN. Esta área é muito antiga na região, que é constituída por uma sociedade com mais de um proprietário. Também deve-se ressaltar que mesmo o proprietário e o administrador da fazenda permitem o livre acesso da população ao local.
Por outro lado, há a questão regional de Sapopema, um dos municípios com mais urânio do Brasil. Esquecida após a década de 60, com uma população pequena e com grande fluxo migratório, possui grandes belezas naturais, sendo a mais famosa o Salto das Orquídeas, e outras lindas paisagens como a Serra do Gato, o vale escarpado do rio Lageadinho, as cachoeiras do rio Lambari, as pescarias no rio Tibagi e o relevo muito acidentado, que por um lado deflaciona o valor da terra e por outro oferece incríveis vales e perais.
Quanto à questão da biodiversidade e sua preservação, a área descrita é de grande importância. As margens do rio Tibagi estão a 500 metros aproximadamente e o cume com mais de 1200 metros acima do nível do mar, portanto, agrupando um mosaico de tipos vegetacionais e inserido do contexto dos corredores biológicos estaduais.
Outro ponto interessante é a questão do ecoturismo, uma das atividades econômicas que mais cresce no mundo e a falta de opções encontradas pelos montanhistas da região de Londrina. O papel do estado seria fomentar atividades.
Uma boa referência para o parque seria o de torná-lo sustentável, incluindo-o no processo de “seqüestro de carbono”, de modo a cobrir alguma emissão estadual, por exemplo, a da Assembléia Legislativa, ou de hospitais, por exemplo, de modo que com o tempo o parque se pagaria.
Deve-se ressaltar que grande parte da área atualmente é utilizada como uma pastagem de baixa produtividade. Já os perais mais altos, orientados para o sudoeste, são inacessíveis e pouco alterados.
ps: esta foto é a mesma que está a algumas postagens.
Foto: Aspecto do Pico Agudo, vista tomada NE-SO, nota-se capões de mato e áreas de pastagem (capim colonião), trilha fácil a moderada, com grandes possibilidades de vias para a escalada técnica.

Imagem Google: Nesta imagem pode-se observar A orientação do Rio Tibagi,